segunda-feira, 16 de setembro de 2013

AUSÊNCIA DOS PAIS É A MAIOR DIFICULDADE PARA QUALIFICAR A FORMAÇÃO DAS CRIANÇAS.

A educação do século 21, tema de um seminário que reuniu pensadores internacionais nesta semana em Porto Alegre, ressentiu-se de uma ausência: a dos pais.
Em uma era na qual homem e mulher trabalham fora e em que, quando estão em casa, continuam a ser torpedeados por demandas diversas via celular ou internet, sobra cada vez menos tempo para os filhos. Acuados, pai e mãe acabam jogando a responsabilidade pela educação sobre a escola, por sua vez sobrecarregada e desnorteada diante de crianças que chegam sem ter recebido noções de limites da família.
– Existe um vácuo. Os pais têm se omitido bastante e estão terceirizando a educação dos filhos. Dizem que ela é função da escola, e a escola responde que é função dos pais. É um grande impasse. Brinco que vai acabar sendo a polícia, quando o filho chegar na adolescência – alerta Tania Marques, doutora em Educação e professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da UFRGS.
Diante de desafios que surgem a cada dia com a velocidade dos avanços tecnológicos, os pais estão colocados diante de uma tarefa espinhosa: a de reaprender seu papel. Isso significa reconhecer que uma parcela muito expressiva da formação de seus filhos é responsabilidade deles e não pode ser transferida. Como educadores, cabe a eles assumir funções como estabelecer regras, passar valores e dizer “não” (veja as orientações de especialistas nesta reportagem).
A importância do diálogo
Essas foram algumas das questões que estiveram em jogo na quinta edição do Seminário Internacional Pare Pense, promovido pela ONG Parceiros Voluntários e pelo Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo. Com a proposta de discutir a formação do ser humano para o século 21, o evento reuniu ao longo do dia, no Teatro do Bourbon Country, um conjunto de especialistas de peso. A psicopedagoga Maria Dolores Fortes Alves, que esteve entre os painelistas, defendeu a ideia de que a família tem papel decisivo em passar valores. Ela faz uma aposta no diálogo entre pais, filhos e escola como um caminho para o futuro.
– O primeiro de tudo é o diálogo. O diálogo com a criança, para poder, por meio da compreensão, descobrir quais são as dificuldades que ela está enfrentando, quais os aspectos dessas dificuldades. A partir disso, o diálogo com a escola também, com os professores, com os coordenadores pedagógicos, para fazer as melhores orientações com os melhores profissionais capazes de ajudá-la em suas limitações – afirma.
*Colaborou João Brum
Dê o exemplo
Se você quer que seu filho seja gentil, responsável e carinhoso, deve dar o exemplo. As crianças tomam os pais como modelo e tendem a imitar seus comportamentos. É muito mais importante não mentir, exercitar-se e comer adequadamente do que dizer para a criança que ela não deve mentir, que deve se exercitar e que precisa comer determinados alimentos. Se você deseja que ela se interesse por leitura, leia diante dela e leia para ela. “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” não funciona com crianças. Lembre-se de rir com a criança, mas nunca ria dela, porque isso é desrespeitoso. Brincadeira é quando todos se divertem. Se apenas um ri, é agressão. Configura desrespeito. E a criança só constrói o respeito pelo outro se ela própria é respeitada.
Não tenha medo de castigar
Com pouco tempo para ficar com os filhos, por causa do trabalho, os pais tendem a se sentir culpados na hora de dizer não e de castigar. Por esse motivo, acabam falhando em estabelecer limites. É preciso saber que em muitos casos se deve frustar o desejo das crianças – mas com carinho e respeito. Lembre-se que a criança lê a falha do pai em dar limites como falta de afeto. Se é permitido a ela fazer tudo, entenderá que o adulto não se importa e não a ama.
Primeiro, explique. Se a criança persistir agindo mal, pode ser o caso de castigar. Mas o castigo deve estar vinculado à coisa feita. Se ela riscou a parede, o castigo será limpar a parede. Assim ela aprende que fazer certas coisas tem um preço. O castigo não deve ser arbitrário, como deixar sem ver TV porque riscou a parede.
Não negocie o inegociável
As crianças tendem a pedir tudo o que veem. Mesmo que você tenha poder aquisitivo, aprenda a dizer não e a limitar os mimos. Isso dará a seu filho a noção de que as coisas não caem do céu e de que tudo vem com esforço. Deixe claro que o importante não é ter coisas, mas estar cercado de pessoas a quem se ama.
Em algumas situações, é possível negociar com seu filho. Se ele não quer ir embora da praça e você pode esperar mais um pouco, não há problema em combinar uma prorrogação de 15 minutos ou de meia hora na brincadeira. Tenha cuidado com prometer presentes em troca de comportamentos desejados. A criança precisa saber que nem sempre vai ganhar um prêmio pelo que fizer. É preciso ensinar que as atitudes têm valor em si, para que elas não se transformem em uma mera relação de troca.
Seja presente na escola
Procure levar e buscar seu filho na escola, pelo menos algumas vezes por semana, converse com os professores e compareça às reuniões. Olhe sempre os cadernos das crianças e pergunte sobre as aulas. Se você não der atenção à vida escolar dela, a mensagem que você passa é de que isso não é importante.
Limite o tempo de TV e de internet
Computador e internet se tornam prejudiciais quando roubam tempo de outras atividades necessárias ou desejáveis. Uma a duas horas de TV por dia estão dentro do razoável. A criança precisa de outros tipos de estímulo e de contato com a natureza. No caso da internet, não subestime os perigos. Mantenha o computador em um local onde possa vigiá-la e acompanhe de muito perto o que seu filho põe na rede e com quem se relaciona. As tecnologias têm importância na educação das crianças, mas é necessário cuidado com os excessos.
Critique os atos, não a criança
Se a criança tem uma atitude condenável, diga que você não gostou do que ela fez. Mas não denigra seu filho. Se você atacá-lo e criticá-lo – chamando-o de burro, de malvado, de preguiçoso ou de qualquer outra coisa negativa –, ele poderá construir a personalidade em torno dessas características e se tornar inseguro. O certo é dizer que a ação dele é condenável e incompatível com a pessoa elogiável que ele é.
Estabeleça horários
Acordar, comer, dormir – tudo tem de ter horário. A rotina ajuda a criança, principalmente a de menos idade, a organizar seu pensamento e a educa para seguir regras. Falta de rotina, pelo contrário, desorienta. Uma criança não tem condições de decidir que precisa ir dormir porque no dia seguinte terá de acordar certo por causa da escola. A organização deve ser de um adulto. Isso prepara o terreno para ela própria aprender a se organizar.
Favoreça a formação cultural
Desde cedo, leve a criança a teatros, cinemas, livrarias, museus e galerias de arte. Isso vai fazê-la refletir e vai deixá-la familiarizada com a riqueza do mundo das artes.
Dê tarefas domésticas
A partir do momento em que seu filho aprende a caminhar, pode começar a assumir algumas pequenas tarefas, como guardar os brinquedos. Com o tempo, pode ir colaborando de outras formas, como arrumar a mesa das refeições ou ajudar com a louça. Além de educar, essa participação nos afazeres domésticos deixam a criança feliz, porque ela se sente participante.
Seja firme e coerente
Deixe as regras bem claras. Nada pode ficar subentendido. Não é suficiente dizer para a criança se comportar. Isso é abstrato demais para ela. Diga quais comportamentos são esperados e quais são reprovados. Os pais precisam ser enfáticos e coerentes em relação ao que pode e o que não pode, explicando sempre o porquê. Devem ser fornecidas explicações que a criança seja capaz de entender, e não palestras ou discursos. Nada de papo-cabeça com criança. A lógica infantil precisa ser respeitada.
Converse muito e abra espaço para que a criança fale. O diálogo é fundamental no dia a dia. Conversar e ouvir é mostrar interesse, o que significa que a criança se sente respeitada e aprende a também respeitar. Não se pode esperar a adolescência para começar a conversar. A comunicação se constrói no tempo e por isso deve ser iniciada cedo. O diálogo ajuda a entender os problemas das crianças.
Elogie o bom comportamento
Quando a criança fizer algo de bom, não poupe adjetivos. Elogie efusivamente e mostre sua satisfação. As crianças aprendem a repetir os comportamentos que são valorizados pelos pais. Não espere por grandes conquistas, que às vezes são difíceis de alcançar, para elogiar. Valorize as pequenas vitórias do dia a dia. Mesmo que seu filho não tenha obtida um 10, celebre o fato de ele ter melhorado o desempenho em uma disciplina na qual estava mal. Isso serve de estímulo.
Aproveite o tempo juntos
Os pais se ressentem de longas jornadas de trabalho, que impedem um contato prolongado com seus filhos. Mas esteja atento ao fato de que passar o dia inteiro com a criança não é melhor do que passar pouco tempo, mas de forma correta. O que você deve fazer é dedicar, todos os dias, uma hora para ela – e apenas para ela. Desligue o celular, dê toda a sua atenção e faça algo em parceria: veja um filme abraçado, monte um quebra-cabeças, conte um história. Isso mostra que você valoriza seu filho. Ele precisa sentir esse carinho todos os dias. Depois disso, a criança vai se sentir gratificada e deixará tempo para você resolver outras questões.



domingo, 15 de setembro de 2013

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO (PAJUÇARA)

Foi realizado encontro de formação para 88 casais que se preparam para receberem o Sacramento do Matrimonio no dia 16 de novembro de 2013, pertencentes aos três setores da paróquia. As celebrações e atividades da Semana Nacional da Família contou com a participação da comunidade que viveram fortes momentos de oração e testemunho.
Zé Osterno e Neide - coordenadores paróquial.
Tel. 9914-4508 - 8615-2122. 






sábado, 14 de setembro de 2013

REUNIÃO DO CONSELHO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL FAMILIAR

Realizada no dia 14 de setembro de 2013. A Liturgia de abertura e encerramento foi realizada pelos componentes da Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Tabatinga). Padre Luciano Sampaio proferiu palestra com o tema: A BÍBLIA DE JESUS MISSIONÁRIO DO PAI. Foi um evento de muita espiritualidade e conhecimento. 










PARÓQUIA DA PAZ

COORDENAÇÃO da PASTORAL da FAMILIA – ARQUIDIOCESANA
Em 14 / 09 / 2013

Paróquia da Paz :
Realização no mês de agosto :
1. Inicio da Formação do Plano de Pastoral 2012-2015 da Arquidiocese : “Urgências Pastorais”, com a Equipe de Pastoral Familiar de nossa Paróquia
2. Avaliação da Participação da Pastoral  Familiar na Semana Nacional da Familia 2013: se tornou conhecida e atuante e apesar de “timida” e da baixa adesão das demais pastorais o caminho está aberto. O pároco dá apoio ás iniciativas.
PLANEJAMENTO para o segundo SEMESTRE
SETEMBRO: 
Envolvimento com o ECC que acontece de 13 a 15 ; Participamos da Missa de Entrega, e alguns casais estão trabalhando no ECC.Enviamos para cada encontreiro um cartão de motivação. Fizemos outro para entregar para as Equipes de serviço, durante o Encontro, convidando para o Retiro que vamos realizar em novembro. E vamos entregar um cartão de acolhimento para o Encontristas, no dia da avaliação do ECC. Uma forma da Pastoral Familiar se fazer presente e perto do ECC, no Setor Pós Matrimonial, angariando agentes de pastoral .
OUTUBRO:
Estamos organizando a “SEMANA NACIONAL DA VIDA” na Paróquia e nas Comunidades do Trilho e do Campo do América : com paléstras e exposições sobre o tema. Pedimos pelo correio o Livrinho da CNBB : “Hora da vida” , que vamos vender para os paroquianos e chamamos o Movimento pró Vida para fazer uma palestra para nossas comunidades.
NOVEMBRO:
Vamos oferecer um RETIRO para nossas pastorais, aberto para toda a comunidade, nos dias 15, 16 e 17, na Serra do Estêvaõ , em Quixadá. Retiro fechado de 3 dias sobre o Temário da Hora da Familia, como forma de aprofundar espiritualmente um tema tão importante. Estamos divulgando na comunidade e vamos contratar ônibus também.
Coordenador Pastoral da Familia

Delanie e Augusto

domingo, 8 de setembro de 2013

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA PIEDADE

Domingo dia 08 de setembro de 2013 as 17h00, foi realizada Celebração Eucarística em ação de graças pela Implantação da Pastoral Familiar. Representando a Arquidiocese os casais Mauro/Alzira, Dantas/Yara, Fábio/Márcia, Antonio Carlos/Fátima e Fontenele e Margareth. O pároco falou da importância dessa pastoral em sua comunidade.  


























sábado, 7 de setembro de 2013

PARÓQUIA SÃO PEDRO E SÃO PAULO (QUINTINO CUNHA)

Em 05 de setembro de 2013, foi realizado o I Encontro de Implantação da Pastoral Familiar na Paróquia São Pedro e São Paulo no Quintino Cunha. Representando a Arquidiocese de Fortaleza o casal Mauro e Alzira. O II Encontro será no dia 19 de setembro as 19h30.